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SOBRE ALEX SILVEIRA

Natural de Santo André, SP, passei a adolescência em Três Pontas, MG. Aos 18 comecei na fotografia estudando na escola Imagem em Ação em SP. Fui assistente de fotógrafos como José Maria Morgade, Thomas Sussemihl e Adriano Fagundes, entre outros.

 

​Em 1996 me mudei para os Estados Unidos para estudar inglês e fotografia. Ao retornar ao Brasil, prestei serviços para Editora Abril em varias revistas, e logo em Seguida fui contratado como repórter fotográfico pelo jornal Agora SP do grupo Folha da Manhã. ​No dia 18 maio 2000 ao cobrir um protesto de professores na Avenida Paulista, fui atingido por um tiro de bala de borracha no olho esquerdo pela PMSP, perdendo assim a visão deste olho, para piorar era o meu olho bom, já que o olho direito tenho um problema congênito (atrofia do nervo ótico) com apenas 15 por cento da visão.

Por consequência disso, e por não me sentir mais capaz de trabalhar com fotojornalismo, me mudei para Amazônia direcionando meus trabalhos para fotografia de natureza e vida selvagem, onde morei por 15 anos, publicando em revistas como National Geographic Brasil, Caminhos da Terra, e para ongs como WWF Brasil, Conservation International e algumas autarquias estaduais e federais.​

 

Em 2017 decide me aprofundar mais nas ciências naturais, estudando Oceanologia, na FURG/RS.​

 

No início de 2023 retornei aos estudos de fotografia no Centro Universitário SENAC.​  

 

Após uma epopeia jurídica que durou 23 anos fiz valer meus direitos na justiça com a decisão favorável no STF contra o estado de SP.​Enfim, apesar de ter sido cegado pela polícia de SP, foi a tortura desumana da morosidade da justiça que posso afirmar que mais me fez mal.

 

E não, não me sinto justiçado, nem realmente reparado pelos danos, pois não tem dinheiro no mundo que me faça ver novamente como antes, e nem que repare tudo o que perdi ou tive de abrir mão por consequência disso.​Em 2021, fui homenageado pelo Prêmio Especial Vladmir Herzog, na categoria carreira, pela luta e a conquista dos direitos que podem vir a proteger outros colegas da imprensa, e isso muito me traz orgulho e gratidão.​

 

Porém, o amor pela arte da fotografia que me move, e é este sentimento que me encoraja a mostrar um pequeno exemplo de meu trabalho para vocês por aqui hoje.​

 

Sejam bem vindos!

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